REDE do TEJO

3 07 2009

CONVITEoferta cultural

  Exmo(a)s. Sr(a)s.  

Na sequência do Encontro SALVAR A TERRA E A ÁGUA realizado em Vila Nova da Barquinha em 17 de Maio p.p., organizado pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e COAGRET e apoio da Câmara Municipal de V.N. da Barquinha, e da participação de uma comitiva de cidadãos do concelho de Vila Nova da Barquinha na acção em defesa do Tejo realizada em 20 de Junho em Talavera de La Reina, vimos contactá-los enquanto cidadãos, autarcas, dirigentes de associações ambientalistas e de desportos náuticos, e membros de organizações ligadas ao ordenamento do território, e à defesa do ambiente e da vida selvagem.  

Neste sentido, recebemos da parte de um amplo conjunto de ONG’s (COAGRET, IDP, GEOTA, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fundação para a Nova Cultura da Água, etc) o acolhimento da ideia de criar um movimento de cidadãos em defesa do Tejo denominado “Rede de Cidadania pela Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo e os seus Rios” (abreviadamente Rede do Tejo) que congregue todas as organizações e os cidadãos da referida Bacia, trocando experiências e informação, para que se consolidem e amplifiquem as distintas actuações de organização e mobilização social.  

O principal objectivo deste contacto é criar as condições necessárias a que as organizações ligadas ao Tejo se reúnam e iniciem conversações com vista a definirem objectivos comuns no que respeita à defesa do Tejo e do território da sua bacia hidrográfica, bem como à preparação do lançamento da Rede do Tejo.  

Neste contexto, convidamos-vos a estarem presentes na primeira reunião deste movimento de cidadãos que se realizará pelas 15 horas do dia 18 de Julho de 2009 (sábado), no Auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha. 

            ACEDER À FICHA DE INSCRIÇÂO

REUNIÃO DE PREPARAÇÂO DO MOVIMENTO DE CIDADÃOS      

(Enviar para rededotejo@gmail.com)





Fundo EDP Biodiversidade

7 07 2009

Comunicado de Imprensa

7 de Julho de 2009 (embargo às 5h da manhã)

 

AS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS DE AMBIENTE DIZEM “NÃO OBRIGADO!” AO FUNDO EDP BIODIVERSIDADE PARA 2009 

 

As Organizações Não Governamentais de Ambiente boicotam o concurso de 2009 para o Fundo EDP Biodiversidade como protesto contra a campanha falaciosa da EDP. As principais ONGA dizem: “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”

Apesar de alguns benefícios nomeadamente na produção de energia eléctrica em alternativa à utilização de combustíveis fósseis, as grandes barragens têm um forte impacte sobre ecossistemas muito importantes, nunca se traduzem nos benefícios múltiplos previamente anunciados, e as medidas de compensação obrigatórias no quadro do licenciamento não ultrapassam os danos causados. As barragens de Alqueva, Odelouca e Baixo Sabor são exemplos disso e está neste momento aprovado o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, que prevê a construção de 10 novas grandes barragens. Com medidas de uso eficiente da energia seria possível poupar a mesma electricidade que todo o programa de barragens pretende produzir, com um décimo do investimento e com consequências sociais e ecológicas positivas em vez de negativas.

A EDP lançou recentemente uma campanha enganosa, com o beneplácito do Ministério do Ambiente, para convencer os cidadãos de que as grandes barragens trazem benefícios consideráveis para a natureza, omitindo os custos ambientais e sociais por demais evidentes. As Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) repudiaram esta campanha e pediram à EDP honestidade nas suas posições públicas.

Uma vez que a referida campanha continua em curso, as ONGA entenderam que devem continuar o protesto para que os Portugueses conheçam a verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens nas pessoas e no ambiente. Segundo a Organização da Nações Unidas e a Agência Europeia do Ambiente, as grandes barragens não alcançaram as metas físicas, sociais e económicas previstas, provocam a destruição dos habitats naturais e o desaparecimento de espécies, não sendo possível mitigar a maior parte dos impactes causados sobre os ecossistemas e a biodiversidade, resultando num balanço líquido total negativo. A EDP nunca apresentou os resultados da implementação de medidas de compensação em empreendimentos semelhantes demonstrando que o estado de conservação de espécies e habitats supera o anterior à sua construção.

Neste sentido, as principais ONGA de Portugal decidiram prescindir de candidatar-se ao Fundo EDP Biodiversidade 2009 (este ano no valor de 500 milhares de euros), como forma de protesto e em nome da transparência e da verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens. As ONGA não se opõem à existência de fundos de Conservação da Natureza promovidos pelas empresas – o conceito é certamente louvável. As ONGA censuram, sim, a postura hipócrita da EDP que compromete a coerência e honestidade da sua política de responsabilidade ambiental e social através de publicidade enganosa sobre os impactes negativos da sua actividade.

Por tudo isto, as ONGA abaixo indicadas dizem “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”

Organizações aderentes ao boicote:

ALDEIA, CEAI, COAGRET, FAPAS, GEOTA, LPN, QUERCUS, SPEA

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Por Um Tejo Vivo

11 06 2009




ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA CAMPANHA EDP-BARRAGENS

20 05 2009

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Apelamos a tod@s que se dirijam a uma loja da EDP mais próxima da sua residência, e façam, individualmente, uma queixa no livro oficial de reclamações onde declarem estar categoriamente contra a publicidade enganosa da EDP e que a mesma deveria ser avaliada pelos órgão competentes. É igualmente possível e extremamente conveniente, que, cada um (e cada ONGA, movimento cívico, etc…) faça uma queixa junto do orgão que gere a ética nos orgãos de comunicão . A ERC (Entidade Reguladora da Comunicação)

ACEDER AO FORMULÁRIO DE RECLAMAÇÔES 

A omissão é um pecado que se faz sem fazer” pe. António Vieira 

“Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco” Edmund Burke





III Jornadas por un Tajo Vivo, 16-17 Mayo 2009 en Buendía, Cuenca

7 05 2009




SALVAR A TERRA E A ÁGUA

28 04 2009




EL TUA DESDE LA NUEVA CULTURA DEL AGUA

20 04 2009

 

EN DEFENSA DE UN MUNDO DE VALORES

 

FRENTE AL VANDALISMO DE LOS TIEMPOS DISFRAZADO DE PROGRESO

 

 

 

A mis queridos amigos de Portugal.

 

Ya de regreso en casa, con la mente todavía llena de bellas imágenes de ese regalo de la naturaleza y de la vida que es el Tua, pero con  el corazón encogido de pensar que ese río que hemos contemplado y disfrutado desde Mirandella hasta su confluencia en el Duero, un día pueda ser destruido desde la coartada del progreso y en nombre de un pretendido interés general.

 

Quedan pocos lugares donde el paisaje, la cultura, la intervención humana y el río estén tan bellamente integrados. Por eso, el destino de ese río tan profundamente hermoso es ser lo que ahora es: río; pues aún siendo río, podría llegar convertirse en el motor de un nuevo e interesante modelo de desarrollo económico respetuoso y sostenible de la región, si hubiera más sabiduría y voluntad política para que así fuera, que codicia patológica.

 

Como padre que soy del concepto -hoy ya mundialmente extendido-, de la Nueva Cultura del Agua, me siento en la obligación moral de recordar a los responsable del ingrato proyecto de represamiento del Tua, que en estos momentos, cuando ya tanto hemos destruido, degradar un río de las características del Tua, convirtiéndolo en un cementerio de aguas muertas, en un gran almacén de agua de para la generación de electricidad, es mucho más que una simple degradación física, química o biológica de sus aguas; es un atentado, una auténtica amputación que se haría a la vinculación emocional del ser humano con su territorio; sería una hipoteca para siempre, que significaría la destrucción y venta de un espacio portugués muy singular, con su historia y su cultura; un triste y lamentable punto final para un territorio histórico y unas gentes que merecen otro destino.

 

Los ríos como el Tua son parte consustancial de los territorios por los que nacen y pasan; son propia historia y su alma; son su voz y su memoria, la esencia de su identidad; destruirlos es una falta de respeto a quienes lo hicieron  habitable, lo amaron, defendieron y trataron de hacerlo grande.

 

 Entiendo que el Tua, integrado en su paisaje geológico, con ese trazado de ferrocarril histórico tan singular que le acompaña, con sus cultivos aterrazados, es un  patrimonio de memoria e identidad de todo Portugal, a la vez que un patrimonio de naturaleza y cultura a escala europea. Confío y deseo que en la Unión Europea así se entienda, y que nunca lleguen a dar luz verde al proyecto. Con su destrucción, Portugal, la península Ibérica y Europa, espiritualmente se empobrecerían un poco más en nombre de la paradoja del progreso.

 

Personalmente, siento el represamiento del río Tua como una operación mercantil profundamente inmoral, promovida desde los poderosos intereses organizados del sector hidroeléctrico y de la construcción, en connivencia con los poderes políticos, que no saben de gentes ni de patrias sino de dineros, plusvalías poderes y votos. Es un hurto que se haría a las generaciones venideras, un atentado contra sus derechos. Es un acto de vandalismo que jamás debería contar con las bendiciones de las instituciones medioambientales portuguesas, ni de la Unión Europea.

 

Quien no se ha detenido a contemplar ese río, ni el escenario cultural y humano por el que discurre; quien no la ha recorrido sobre una canoa, quien no ha sentido su fluir,… quien sólo lo ha visto a través de los mapas, de los cuadros con datos de caudales, de los hidrogramas y las cotas,…no podrá entender jamás el alcance físico y metafísico del atropello proyectado.

 

 No hay razón de necesidad de nadie ni de progreso alguno que justifique semejante barbarie. Y digo “barbarie” porque considero que en estos tiempos en los que tanto hemos destruido ya, el proyecto de represamiento del Tua es un acto vandálico, dicho sea con perdón de los vándalos.

 

Me parece evidente que a los impulsores del proyecto no les motiva del desarrollo de las gentes de esos territorios, sino el gran beneficio a perpetuidad que piensan obtener de la operación. Con el coste económico requerido se podrían hacer otras muchas cosas de gran interés para el verdadero desarrollo de la comarca, conservando su identidad y su valor patrimonial. Un simple concurso de ideas mostraría esa posibilidad.

 

Sería bueno que los alcaldes y autoridades del valle del Tua pudieran dar un paseo por zonas como el río Sella en Asturias, Murillo de Río Gállego en Zaragoza, los barrancos de la Sierra de Guara en Huesca, el Noguera Pallaresa en Lérida, o las gargantas del Ardech en Francia, para darse cuenta del valor que tiene hoy en día un río de las características del Tua como motor de desarrollo económico de una región, que ahora se pretende aniquilar desde el espejismo de un falso desarrrollo 

 

No vale la excusa la necesidad de generar energía para el desarrollo país, porque mientras no diseñemos un modelo obligado de desarrollo verdaderamente sostenible, toda la energía que se pueda ofrecer será siempre poca; no habrá nunca límite de satisfacción posible. Estamos abocados al holocausto hidrológico del país, a cuya consumación caminamos. Cuando nos demos cuenta de esa realidad, ya será tarde; los ríos tendrán sus dueños.

 

Lo que aportaría la producción hidroeléctrica de una presa en el Tua al total del consumo energético de Portugal es absolutamente irrelevante; bastante menor que el ahorro que se podría obtener de unas buenas campañas de educación y concienciación del uso responsable de la energía que actualmente se consume y el país dispone.

 

Cuando lo que está en juego es la destrucción de un patrimonio de naturaleza y cultura, los afectados somos todos. Todos somos usuarios de la belleza natural, y todos la necesitamos. Los ríos no saben de fronteras administrativas; en ese sentido, puedo decir que me considero un afectado por la destrucción del Tua. Las acciones humanas tienen el riesgo de pasar del uso al abuso; la destrucción del Tua sería un caso de abuso; una violación del domicilio público de las gentes, aunque ellas ahora no se den cuenta del alcance de lo que se proyecta hacer con su territorio, porque no ha habido un proceso público, transparente y plural de información.

 

Si a los portugueses se les pudiera explicar lo que es este río y lo que significa su pérdida en términos de despersonalización, liquidación y desguace de su país, y de lo que se podría hacer con la inversión económica requerida aplicada al verdadero desarrollo del territorio, no dudo de que se opondrían radicalmente a este ingrato proyecto, y entenderían conmigo que estamos ante un acto más del neovandalismo de los tiempos modernos disfrazado de progreso

 

Sólo la hipocresía de los intereses organizados (económicos, políticos, etc) es capaz de relacionar este proyecto con el interés general de las gentes del territorio, con su desarrollo económico y con la creación de puestos de trabajo; basta revisar la historia de las comarcas y valles que han pasado por ese proceso para darse de cuenta de qué destino le aguarda: un neofeudalismo, eldel poder hidroeléctrico. Sólo la presión de los grandes intereses, en connivencia con el poder político, podrán hacer que un proyecto de la codicia humana organizada -como entiendo que es el del Tua-, pueda tener una evaluación de impacto ambiental positiva. Sería lamentable, un golpe mortal a la credibilidad en las instituciones responsables de defender el valor del medio natural frente al abuso de los poderes y las coyunturas.

 

Quedan ya pocos ríos que conserven un mínimo de capacidad de evocación de la belleza y la armonía de lo natural como el Tua. Lo que va quedando de ellos, tanto en Portugal como en España, son auténticos cadáveres hidrológicos del progreso en panorama de privatizaciones fácticas. Ha llegado el tiempo de los ríos; el tiempo de decir basta ya de tanta destrucción en nombre de la mentira del progreso. Lo poco que queda de los ríos ibéricos es ya valor patrimonial, por consiguiente no tiene precio de mercado. Justamente por esa razón hablamos de sostenibilidad. Hablamos pero no la practicamos; seguimos en la huida hacia delante, porque de momento para algunos sectores el mal hacer colectivo es negocio.

 

El destino del Tua es ser lo que ahora es: simplemente río y patrimonio. Sus gentes merecen el derecho a seguir viviendo en ese valle, pero la solución no pasa por la destrucción del río, sino más bien por su conservación.

 

¡Larga vida al Tua!

 

Javier Martínez Gil

Miembro fundador de Coagret y de la Fundación Nueva Cultura del Agua

Decano de los catedráticos de Hidrogeología en España

Universidad de Zaragoza

[Documento original





1º Festival de Canoagem da Terra Quente

31 03 2009

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