Sabor

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Documentário “O Sabor da Despedida”

2010-03-02 02:03:09

[Sinopse]

Portugal prepara-se para perder o último troço de vida selvagem.

Depois de milhões de anos a traçar o percurso até ao Douro, o rio Sabor, em Trás-os-Montes, fica refém da estratégia energética do país.

A construção da Barragem do Baixo Sabor (em alternativa ao Baixo Côa) vai inundar milhares de espécies, muitas delas protegidas. A albufeira vai atingir quatro municípios e guardar água suficiente para encher mais de 600 estádios de futebol.

Em 2013 nada será como antes e os 40 kms da albufeira a ser criada, e amparada por um muro com mais de 120 metros, apaga as memórias de uma região ligada à terra que a sustentou durante muitas décadas.

A nível natural há espécies endémicas que não poderão ser recuperadas e tudo aponta para que o espelho de água que aí vem não poderá ter aproveitamento turístico.

A nível energético passa a ser possível retirar água do Rio Douro e guardá-la a montante no Sabor para ser usada sempre que a pressão na rede eléctrica justificar.

O rio vai muitas vezes correr ao contrario, mas à mercê do que a EDP entende ser um armazenamento estratégico de água. Durante mais de um ano todos os passos deste processo foram registados.

Realização: Arminda Sousa Deusdado

Reportagem e Guião: Ivo Costa

Direcção de Imagem: Sérgio Morgado

Edição: Joana Deusdado

Produção: Farol de Ideias


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COMUNICADO DE IMPRENSA
Decisão do Supremo Tribunal
Administrativo contraria a EDP sobre a
Barragem do Baixo Sabor

As associações que integram a Plataforma Sabor Livre (PSL) recebem
com optimismo a recente decisão do Supremo Tribunal Administrativo,
que vai contra as pretensões da EDP. Esta tentou evitar a análise da
providência cautelar apresentada pela PSL em relação à validade da
Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da construção da barragem do
Baixo Sabor. O Tribunal veio agora recusar o recurso da EDP.

O referido tribunal analisou a Providência cautelar e o recurso da EDP, tendo
concluído que à EDP não assiste razão. Como principal consequência, o
Tribunal terá mesmo de se pronunciar sobre a validade da DIA. Recordamos
que desde a instauração deste processo, antes do início das obras, os juristas
da PSL apontaram a caducidade da DIA, o que obrigaria a novo estudo de
impacte ambiental.
Por outro lado, apesar da decisão favorável à PSL, lamenta-se que a análise
de um recurso a uma providência cautelar seja tão morosa, tendo tardado
vários meses a Decisão, a qual aguardamos com expectativa. Entretanto, as
obras no terreno continuam, consumando o facto antes do tribunal se
pronunciar.
A PSL considera que, apesar de a EDP ter dado início às obras de construção
da barragem, é ainda possível, através dos processos judiciais em curso e das
diligências efectuadas junto das instâncias comunitárias, evitar a destruição
dos habitats protegidos do Sítio de Importância Comunitária e Zona de
Protecção Especial do Sabor.

Lisboa, 06 de Novembro de 2009

Plataforma Sabor Livre

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