Protestos contra a barragem do Sabor

1 07 2008


 

 





Convite – sessão de esclarecimento

15 03 2008

barragem de almourol

From: movimento anti barragem

Considerando:

- os estudos já apresentados do PNBEPH, que inclui a contrução da barragem de Almourol;
- os graves prejuízos para as populações afectadas nomeadamente no concelho de Abrantes e em particular de Rossio ao Sul do Tejo;
- que o Sr. Ministro do Ambiente – Nunes Correia “_não vê motivos para que se abandone qualquer uma das 10 barragens.” (TSF, 28 de janeiro de 2008);
- que o Sr. Secretario de Estado do Ambiente – Humberto Rosa, afirma que “_a avaliação de impacte ambiental de cada projecto tem consulta púplica. Evidentemente, a opinião das populações e dos autarcas, muito em particular, é fundamental_” (Debate PNBEH em 8 de Fevereiro – Diário da Assembleia da República).

Reunimos um grupo de cidadãos contituindo um grupo de trabalho ANTIBARRAGEM para, de uma forma responsável, reunir informações e estudos, de modo a, na altura própria, apresentar contestação ao estudo Estudo de Impacte Ambiental actualmente em elaboração.

Convidamos V. Exa. a dar o seu contributo, apresentando a sua perspectiva na Sessão de Esclarecimento a ter lugar a próxima sexta-feira dia 21 de Março de 2008, no Rossio ao Sul do Tejo pelas 18h.

Para melhor conhecimento da realidade, o encontro será às 17h no parque de estacionamento à saída Sul da ponte rodoviária sobre o Tejo em Abrantes. Seguiremos a pé pela Avenida Marginal (abaixo da cota 31m), até ao local da Sessão, sede da SIMR que se situa à cota 31,5m.

Com os melhores cumprimentos,
P’lo grupo de trabalho
Joaquim Mendes
Contactos: antibarragem@gmail.com




“Três Gargantas pode provocar catástrofe”

3 02 2008

“Na China, a maior barragem do mundo está a transformar-se num desastre ecológico.” Fonte: RTP





“agendamento potestativo”

14 01 2008
“Não estamos a falar de uma Aldeia da Luz, mas de 30 locais habitados em Portugal… É o caso da Linha do Tua (…) uma zona declarada como Património Nacional pela Unesco”. (…) ”É preciso que o Governo vá ao parlamento explicar o que se passa já que nunca apresentou o Programa na Assembleia da República…” Ler mais 




Audição pública parlamentar sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico

3 01 2008

From: Grupo Parlamentar Os Verdes

Exmos. Senhores, 

O Governo aprovou recentemente o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), que prevê a construção de dez novas barragens. 

 

Esta decisão, caso se venha a concretizar, terá incontestáveis e profundos impactes ambientais, patrimoniais, sociais e económicos na região de localização de cada barragem, para além das decorrentes do Programa no seu todo, que têm de ser avaliados com o maior rigor e ponderação. 

 

Por outro lado, o período de discussão pública foi notoriamente insuficiente, atendendo não só aos impactes, muitos deles irreversíveis, das propostas apresentadas, mas também e ainda à necessidade de aprofundar o debate sobre as opções energéticas e os melhores caminhos para atingir os objectivos evocados para sustentar o PNBEPH – redução das emissões de CO2 e dependência energética do estrangeiro. 

 

Grave é também o facto de o Governo não ter previamente apresentado e debatido este Programa, e a opção de política energética que ele sustenta, na Assembleia da República. 

 

Face ao exposto, “Os Verdes”consideram que a aprovação do PNBEPH é uma decisão precipitada que tem de ser reponderada, envolvendo e ouvindo com maior atenção as populações locais, os autarcas e deputados, as associações de ambiente e profissionais, a comunidade científica, entre outros. 

 

É com esse objectivo que o Grupo Parlamentar “Os Verdes”

promove a realização de uma Audição Pública Parlamentar, durante a manhã do dia 9 de Janeiro (quarta-feira), com início às 10.00 horas, para a qual convidamos V. Exas. a participar e a intervir. 

Solicitando a V. confirmação até ao dia 4 de Janeiro, subscrevemo-nos com consideração, 

Os Deputados

Heloísa Apolónia

Francisco Madeira Lopes 





Conferência de imprensa sobre a Barragem do Tua em Foz Tua

29 12 2007

Exmos Senhores,

 

A Quercus-Núcleo de Vila Real irá em 31-12-2007 (segunda-feira) realizar, em conjunto com a COAGRET ( Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases) e o NEPA-UTAD (Núcleo de Estudos para a Protacção Ambiental da UTAD), um conferência de imprensa junto à Foz do Tua, onde manisfestará o seu desarcordo relativamente à construção da barragem que se prevê para o local. As nossas razões são as seguintes:

 

  • Ocorrerão danos ecológicos consideráveis;
  • Deseparecerão explorações agrícolas de eleição (sobretudo vinha e olival);
  • Haverá danos irreparáveis ao património histórico e cultural, como seja a eliminação pura e simple da parte de um eixo de ligação ferroviário tão emblemático como a Linha do Tua, sendo que a parte a eliminar retira qualquer possibilidade de uma ligação do Nordeste Transmontano ao resto do país por linha férrea.
  • O Vale do Tua, talvez o mais belo de toda a região do Douro, património da humanidade como se sabe, não mais nos apresentará as suas deslumbrantes paisagens na zona afectada.
  • Os benefécios para a região, e mesmo para o país, que advirão da construção da barragem afiguram-se-nos demasiados escassos para contrapôr os efeitos negativos.

  

   Acresce o facto de a EDP ter já aberto um enorme estradão na margem direita do Tua, obra para a qual se desconhece qualquer autorização das autoridades competentes, só se justificando no âmbito de estratégias de facto consumado. Em devido tempo foi efectuada queixa sobre o assunto, mas o processo parece estar parado no CCRN, facto que nos levanta muita estranheza.

 

 

 O Comunicado de Imprensa pretende também alertar para este facto, quanto a nós muito grave. A conferência de imprensa ocorrerá às 10h30 junto da Estação Ferroviária do Tua (Linha do Douro). Esta coincidirá com um passeio até à margem esquerda do Tua. O grupo irá reunir-se na Régua, de onde seguirá em Comboio para a estação do Tua. Gostaríamos de contar com a colaboração da imprensa. Sugerindo que os senhores jornalistas que queiram comparecer se desloquem da mesma forma, podendo já ser trocadas algumas impressões no Comboio. 

 

Com os melhores cumprimentos,

P’lo Núcleo de Vila Real da Quercus

João Branco

Manuel Fernades

Sérgio Madeira 

——————————————-  

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Núcleo Regional de Vila Real





“Aproveitem os últimos anos de paisagem natural em Portugal”

26 12 2007
“Voltando ao vale do Tua e do Sabor, o problema é o mesmo da Morgadinha dos Canaviais: o “progresso” que chega com as suas promessas, o cemitério fora da Igreja e o abate das velhas árvores, a nossa “família vegetal”. Está lá tudo: (…)”  Fonte: ABRUTO




“EDP vai começar a pagar utilização das barragens”

25 12 2007

(…) ”Apesar da dimensão da nossa barragem, a única coisa que a EDP deixava em Ponte da Barca era o nevoeiro e as consequências das alterações ao curso do rio”, ironizou ao DN o autarca Vassalo Abreu.| Fonte: Diário de Notícias 





Governo aprova Programa Nacional de Barragens à socapa

11 12 2007

No passado dia 7 de Dezembro de 2007, sem que o público fosse devidamente informado, o Governo aprovou o PNBEPH, com ligeiras alterações (ou alterações a pé ligeiro …). A sessão decorreu no LNEC, onde ministros (Ambiente e Economia), directores, gestores e engenheiros se vangloriaram “do tempo recorde deste programa” (sic!).  Mais uma vez, os diversos actores da sociedade não foram avisados com tempo de antecedência desta sessão “pública”, onde palavras como mercado e concorrência, ouvidas nos discursos, refletem a contradição entre mito e realidade do sector da Energia…

Consulte aqui duas sucintas notícias:

Diário Digital /Lusa 07-12-2007

Diário Digital / Lusa 08-12-2007 





Caso de estudo: populações afectadas pela barragem do rio Tua

4 12 2007

 

 

“Sentada à porta de casa, atenta à conversa, Adelina da Conceição, de 84

anos, não escondia a “tristeza” de ver acabar “o que de mais bonito tem a

aldeia”. Há vários anos que esta mulher, com enormes dificuldades de

mobilidade, não usa o comboio, mas recorda que em tempos “era a alegria da

terra”. “Estavam sempre a passar e estava sempre a chegar gente do Porto e

de Lisboa, não havia tantos carros”.

 

(…)

 

Integrada na Região Demarcada do Douro, a freguesia de Sobreira (Murça) vai

ver boa parte das vinhas e olivais inundada se a barragem for construída. A

população nem quer ouvir falar do assunto, convicta de que se “os Grandes”

quiserem os pequenos agricultores não têm força suficiente para travar o

empreendimento. Os residentes estão indiferentes à submersão da linha de

caminho de ferro mas não à inundação “da terra que dá sustento à freguesia”.

 

Na aldeia há 11 crianças ainda a frequentar a escola primária, o que mostra

que casais jovens ainda ganham a vida na agricultura. “Eu fico doente só de

pensar que nos querem inundar tudo”, lastimou Maria Olivete, uma residente.

“As melhores vinhas e as melhores terras ficam de baixo de água, depois

quero ver do que vivemos”, acrescentou.

 

Em tom irónico, uma vizinha, Maria dos Remédios, apontava para o “monte do

barro”, um monte argiloso, visivelmente infértil para a agricultura e dizia:

“Vamos plantar as vinhas e fazer as hortas ali”. Até as hortas que garantem

a colheita das batatas, feijões e couves, vão ficar debaixo de água. “Eu não

tenho nada mas os vizinhos sempre me vão dando uma folhinhas de couve e umas

batatinhas, depois quem mas dá se ficam eles sem sítio para as colher?”

questionava, aos 80 anos, Maria do Céu.

 

Henrique Risca, outro habitante da aldeia, entre insultos aos governantes,

desfazia-se em lamentações: “Dizem que pagam os terrenos mas não dão o que

eles valem, é de lá que tiramos todo o nosso sustento”. “Eles (governantes)

têm todos, as panelas bem cheias e nós, quem nos vai dar de comer?”.

 

Os moradores preferem nem pensar no assunto, para evitarem a emoção e a

antevisão de dias pouco risonhos. “Nem sei como nos podem fazer uma coisa

destas, aqui só se vive do vinho, do azeite e da horta que nos enche a casa,

se não nos deixam terrenos o que fazemos?”, continuou Maria Olivete.

 

(…)

 

Movimento cívico na defesa da linha do Tua

 

Em Outubro de 2006, um grupo de cidadãos de todo o país reuniu em Coimbra e

decidiu criar o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT). Este grupo tem

como missão “viver e divulgar a linha”, no sentido de promover a sua procura

e utilização. Duarte Conde, um dos elementos do MCLT, afirmou que pela

Europa fora se fala deste percurso de apenas 58 quilómetros, como “a linha

de montanha mais emblemática do país”. A paisagem agreste, com enormes

ravinas que servem de moldura à linha, torna este percurso magnífico.

 

(…)

 

A EDP detinha a concessão para a construção e exploração do empreendimento

há 47 anos. Nos últimos anos e porque o prazo da concessão (por 50 anos)

estava quase a terminar, ainda desenvolveu estudos e reuniu com os

responsáveis municipais, com o intuito de avançar com a obra.

 

 

 

Fonte:

Mirandela on-line 

http://www.mirandela-online.net/