arte contra a burla cinzenta

Negócios sensatos, mais biodiversidade

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Acaba de ser lançado, em Portugal, o Programa Nacional de 1 + 10 Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, cujo objectivo veiculado para o grande público consiste em implementar uma potência energética total de 7000 MW com base em “energias limpas” por forma a cumprir objectivos estipulados nos termos do Protocolo de Quioto.

Depois da crónica da morte anunciada do rio Sabor, assistimos a outros dez assassinos anunciados desde há cinco décadas. Entretanto, a ciência – ao contrário de parte significativa da engenharia hidráulica – evoluiu e é hoje consensual no seio da comunidade científica que a grande hidroeléctrica não pode ser considerada energia renovável. Acresce, ainda, que dentro das actividades humanas são as barragens as que mais perdas de biodiversidade causaram! Em virtude da desastrosa actuação de sucessivos governos, entidades e empresas “idóneas” vêem-se, mais uma vez, empurradas para enveredar por caminhos pouco transparentes, e enredadas em jogos de interesse.

COAGRET-Pt, GAIA e outras organizações preocupadas com o ambiente opõem-se a esta burla cinzenta que, ao ser posta em prática, irá contra todos os princípios de um desenvolvimento minimamente sustentável dos recursos hídricos, da participação pública e da manutenção do património, quer seja cultural quer seja natural.

A lavagem verde dos negócios insensatos com argumentos falaciosos não nos pode enganar!

Não à burla cinzenta, sim à nova cultura da água!

Descarregue aqui o flyer em formato pdf: burlacinzenta.pdf

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